Cidades
Dos tribunais para os consult�rios
O limite entre a vida e a morte, em Alagoas, muitas vezes depende de ações judiciais. É no Judiciário que a falta de leitos e a busca por assistência especializada se resolve entre liminares e ações. Nem sempre isso é a garantia para a realização dos procedimentos, mas o êxito supera o fracasso. A ?judicialização? é uma realidade nacional, por causa da precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante de quadros delicados de saúde, o tempo e a qualidade do atendimento são fundamentais para que uma vida seja salva. Assim, a Defensoria Pública do Estado tem sido a ?tábua de salvação? para centenas de pessoas. Em muitos casos, além da falta de leitos, o cidadão não conta sequer com atendimento especializado. É aí onde a ação abnegada de defensores como Manoela Carvalho faz toda a diferença, especialmente por causa do estado de fragilidade emocional das famílias. ?Muitas vezes, temos que agir para garantir transferências ou mesmo cirurgias. Para isso, é fundamental que a parte traga um laudo do médico para que possamos aprontar uma peça e encaminhá-la ao juiz, pedindo em caráter liminar para que o magistrado defira o pedido o mais rápido possível?, explicou. Diariamente, são muitos os pedidos de atendimento. Os casos, quase sempre complexos, acabam exigindo ações detalhadas, a fim de fornecer subsídios aos magistrados que vão decidir sobre a questão. Em geral, a decisão é favorável, porém, o cumprimento também depende da situação dos hospitais, por conta de suas respectivas estruturas.