Cidades
Nem sempre � preciso recorrer � Justi�a
A trabalhadora de serviços gerais Maria Cícera Marinho Santos, de 55 anos, procurou a Defensoria Pública, na última sexta-feira, em busca de tratamento para o filho. Ela contou que Bartolomeu Santos Nascimento, 32 anos, que trabalha como vigia, sofre com pedra num dos rins. ?Ele está com essas pedras nos rins e há três meses está com um catéter (no canal do pênis). Ontem [quinta] ele estava muito preocupado porque urinava sangue?, relatou. Moradora de São Miguel dos Campos, Maria se vale da fé e da Defensoria para solucionar o problema do filho. Marcada pela tragédia, há 2 anos ela perdeu o seu filho mais velho, Manoel Messias dos Santos, à época também com 32 anos, em consequência de uma leucemia e cirrose. Ela não quer que a história se repita. ?Meu filho está tomando medicamento direto e, a cada 15 dias, fazemos um ultrassom para ver como está a situação. Mas ele não pode ficar com isso por mais tempo, precisa voltar à vida normal. Mesmo assim, tem trabalhado?, relata. Emocionalmente envolvida com os problemas da família, é ela quem anda para todo lugar com o marido que, há alguns meses, retirou a próstata, tomada por um câncer. ?Ando com ele para todo o canto para fazer o tratamento da quimioterapia. E tudo é caro. Por isso, eu também quero ver meu filho bem e tenho fé em Deus e no trabalho de vocês e da Defensoria que isso vai se resolver?, afirmou Cícera, com lágrimas nos olhos e a voz trêmula.