Cidades
Militar acusado de participa��o em chacina processa o Estado
Após peregrinar por mais de dois anos junto às instituições públicas para provar sua inocência diante da chacina do complexo do Benedito Bentes, que vitimou quatro adolescentes no dia 13 de agosto de 2010, o major da Polícia Militar de Alagoas Paulo Eugênio da Silva Freitas trava uma nova batalha contra o Estado. Agora, o embate ocorre em um processo judicial que pede a reparação por danos morais em virtude da investigação policial conduzida com falhas que o colocou como suspeito. O processo foi movido após nova investigação da Polícia Civil concluir, em outubro de 2012, que a chacina foi promovida por outros quatro jovens: Antônio Marcos dos Santos, Antônio Fernando dos Santos, Antônio Carlos dos Santos, que são irmãos, e o menor A.G.S., que eram desafetos de uma das vítimas. Presos anos após o crime, os quatro acusados foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio duplamente qualificado. Em nota encaminhada à reportagem da Gazeta de Alagoas, a Procuradoria Geral do Estado de Alagoas (PGE/AL) informou que o processo movido pelo major da Polícia Militar Paulo Eugênio da Silva Freitas, contra o governo do Estado, encontra-se na primeira instância do Tribunal de Justiça (TJ). Na oportunidade, a Procuradoria Judicial, núcleo operativo da PGE/AL responsável pela representação forense do Estado, esclarece que até o momento não houve audiência nenhuma sobre a questão. ?Portanto, a PGE/AL ainda não apresentou contestação, e consequentemente, não tem como expor nesse momento os argumentos de defesa do Estado para não prejudicar o andamento do processo?, relata. A PGE/AL expôs ainda que para esta ação devem ocorrer ao menos duas audiências no Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL) e, em caso de recursos, a questão pode ser decidida no Supremo Tribunal Federal (STF).