Cidades
Obras degradam MEIO AMBIENTE
Construídos para receber os desabrigados das enchentes de junho de 2010, os conjuntos residenciais erguidos pelo Programa da Reconstrução com verbas do programa federal Minha Casa Minha Vida, em Rio Largo, se transformaram em um problema cuja solução não será tão simples. Além de problemas graves de infraestrutura que já provocaram inundações e outros transtornos a moradores já traumatizados pelo drama que viveram, além de invasões, os seis conjuntos residenciais agridem o meio ambiente e degradam a Mata da Sálvia, um fragmento de Mata Atlântica pertencente à Usina Utinga Leão, no qual ainda pode-se encontrar espécies da fauna e da flora desse bioma ameaçado de extinção. O lixo toma conta das ruas dos conjuntos e é descartado nas encostas que dão acesso à mata. Águas da chuva misturadas a esgoto e fezes escorrem e vão ?adubar? árvores frondosas e raras, a exemplo da mirindiba, que pode chegar a 25 metros de altura.