Cidades
M�dicos paralisam atividades em protesto
Ao invés do branco, jalecos pretos. No lugar de consultas, filas de angústia e revolta sem atendimento. O que sempre foi ruim ficou pior com a paralisação de 24 horas dos médicos nos postos de saúde, ambulatórios e unidades de saúde da família. ?A pessoa dorme aqui e não consegue marcar consulta, quando consegue, o médico não vem, aí tem de esperar mais trinta dias para dar baixa no sistema, remarcar e esperar mais uma semana para a consulta acontecer. Isso se o médico aparecer, aí é uma benção, se não, começa tudo de novo?, resume a dona de casa Maria Célia da Silva. Ao lado dela, no 1º Centro de Saúde, na Levada, a dona de casa Alessandra Nonato completa: ?é uma caixinha de surpresa para você conseguir falar com eles, na sexta, um segurança teve que pegar na arma para acalmar a confusão?. Sentada no chão, como se estivesse na sarjeta, Maria do Carmo da Rocha, não aguentava mais de dor no braço, com o filho de 2 anos dormindo no colo. Com febre e com fome, o peso do menino fica maior, inclusive no juízo da mãe. Atendimento preferencial? ?Que nada, o vigilante disse que só se eu perguntasse a todo mundo da fila se poderia passar na frente deles, eu prefiro esperar aqui, no meu canto?. Maria estava lá havia mais de quatro horas para conseguir uma consulta no dermatologista. E a febre da criança aumentava.