Cidades
Fam�lia ainda espera indeniza��o
O tempo passa e a dor da família da policial civil Amélia Dantas, única vítima fatal da explosão na antiga sede da Delegacia Especial de Investigação e Capturas (Deic), ocorrida em dezembro do ano passado, está se transformando em revolta. O inquérito se arrasta há mais de sete meses porque, de acordo com a assessoria da Polícia Civil alagoana, ainda falta o laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC), órgão vinculado à Polícia Federal, sediado em Brasília-DF. O viúvo, turismólogo e professor Henrique Dantas, 43 anos, explica que em janeiro deste ano alguns dos melhores técnicos do País vieram a Maceió para realizar a perícia no prédio, no bairro do Farol, e confeccionar o laudo. Este fato, no entanto, acabou prolongando a novela. ?Procurei a Polícia Federal aqui e me disseram que, como os técnicos moram em Estados diferentes, fica difícil eles chegarem a um consenso quanto ao laudo?, afirmou. Para a família de Dantas, a Copa das Confederações não foi tão alegre como para os milhões de torcedores que comemoraram o título da seleção. ?Descobri que a competição era uma prioridade do governo, o que acabou reduzindo o efetivo da PF para outros trabalhos?, lamentou.