Cidades
A reconquista da cidadania
O próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estimula o apoio às pessoas egressas do sistema prisional brasileiro, com vistas a reduzir a reincidência em crimes. Tanto que até hoje mantém a campanha Começar de Novo, incentivando órgãos públicos e a sociedade a oferecer cursos e emprego a presos e ex-reeducandos, como forma também de promover cidadania. Os resultados mostram que a ressocialização é uma iniciativa extremamente louvável. Com o nome Fábrica de Esperança, o sistema prisional alagoano também está nessa e, desde 2006, desenvolve ações destinadas a ressocializar a população carcerária, que chega hoje a um total de 4.892 presos (provisórios, em regime fechado, medida de segurança, regime aberto, semiaberto e recolhidos nas unidades federais). Administrado pela Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap), o sistema mantém uma Diretoria de Educação, Produção e Laborterapia cuja missão é promover ações de inclusão social dessa população. Além dos programas de alfabetização e Ensino Fundamental, que atende a cerca de 200 presos, em parcerias com várias instituições, os reeducandos que atendem aos requisitos do programa dispõem de capacitação profissional.