Cidades
Manifesta��o de taxistas inferniza o tr�nsito
Parecia final da Copa do Mundo. Quarta-feira, nove da manhã, a Avenida Durval de Góes Monteiro ficou vazia. Um ciclista serelepe descia sozinho a curva do Canaã, no meio da pista, sem nenhum carro por perto. Quem estava na calçada sorria sem graça com a cena estranha e não entendia porque, de uma hora para outra, o trânsito sumiu no sentido Tabuleiro-Centro. A resposta chegou instantes depois, com o pandemônio armado pela carreata dos taxistas que bloqueavam as três faixas da via, em marcha lenta, impedindo a passagem dos outros veículos. Na Fernandes Lima, dez da manhã, o trânsito também parou. Nada de buzina, barulho de motor, freadas ou trancões. O silêncio lembrava aqueles filmes com zumbis no fim do mundo. Mas isso só no sentido Farol-Centro. A avenida ficou rachada ao meio, com duas realidades. Do outro lado do canteiro (Centro-Farol), os carros seguiam o engarrafamento nosso de cada de dia. Cerca de 1.500 taxistas seguiram o carro de som a cerca de 10 quilômetros por hora da frente do Makro, no Tabuleiro, até o Palácio do Governo, no Centro de Maceió.