Cidades
Caos nas unidades de interna��o
A violência que explode nas ruas, em especial a praticada por crianças e adolescentes, tem criado uma situação delicada nas unidades de internação, onde os menores cumprem medidas socioeducativas. Falta espaço, oferta de cursos profissionalizantes e condições estruturais que garantam a ressocialização. Diante deste quadro, o Estado não consegue colocar em prática, em sua totalidade, o que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Quem atesta é o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que fez raios-X de todo o país. Conforme números divulgados, Alagoas, juntamente com o Estado do Maranhão, apresenta os casos mais graves. O levantamento, iniciado ainda em 2012, aponta que, aqui, a capacidade total do sistema é de 154 adolescentes. Mas pelo menos 500 jovens ocupam as cinco unidades existentes em Alagoas. Em termos percentuais, a capacidade está 324% acima do normal. No Maranhão, que ocupa o primeiro lugar no ranking, o percentual é 458% acima das vagas oferecidas. Somados todos estes fatores, os conselheiros federais afirmam ainda que Alagoas não cumpre o que determina o ECA, que é a separação dos adolescentes por idade, compleição física ou infração cometida.