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Defici�ncias na per�cia criminal prejudicam investiga��es

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Chega a 90% os assassinatos que deixam de ser totalmente esclarecidos de modo a levar o criminoso à prisão. O dado se refere ao cenário brasileiro e foi revelado pela Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (ANPCF). Mas, como afirmam autoridades locais, a realidade não é diferente em Alagoas. ?Nunca conclui um inquérito com base nos laudos do Instituto de Criminalística?, dispara o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), Antônio Carlos Azevedo Lessa. Do alto da responsabilidade de encaminhar à Justiça denúncia contra qualquer cidadão que comete um delito, o Ministério Público (MP) é uma das instituições mais preocupadas com a qualidade técnica da investigação criminal. A instituição também é obrigada a se defrontar com as deficiências da perícia criminal no Estado. ?É uma crítica procedente. Muitas vezes nos deparamos com provas insuficientes?, contemporiza o chefe do MP alagoano, procurador Sérgio Jucá. A falha apontada pela ANPCF é reconhecida ainda pelo representante da categoria em Alagoas, Paulo Rogério Ferreira. Segundo ele, sem uma perícia criminal eficiente, a sociedade é a grande prejudicada. A razão da pouca resposta do Estado brasileiro e alagoano no enfrentamento dos crimes está na falta de pessoal e de investimentos materiais, de modo a assegurar condições de trabalho aos profissionais de investigação pericial. A morte do empresário Paulo César Farias e da namorada, Suzana Marcolino, em junho de 1996, é um dos casos mais usados como símbolo da importância da perícia criminal.

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