Cidades
Mutir�o agiliza julgamentos
De cega a caolha, a Justiça tenta enxergar os processos acumulados nas varas criminais de Maceió. O número de assassinatos e pendências cruzam-lhe a vista com tamanha rapidez que é capaz da estátua da deusa ficar zarolha, por trás da venda que lhe cobre os olhos. Na capital mais violenta do país, o Judiciário precisa promover mutirões titânicos na tentativa de agilizar os julgamentos, já que não dispõe de estrutura e pessoal suficientes. Foi o que voltou a acontecer ontem, em mais um mutirão do Júri, realizado na Faculdade Integrada Tiradentes (Fits), em Cruz das Almas. A cruz de várias almas à espera de um veredicto está fincada no peito da impunidade e da incapacidade do Estado de reduzir os índices de homicídios equivalentes a uma guerra civil. A estrutura da polícia judiciária foi reforçada com o Plano Brasil mais Seguro, mas fica difícil atender à demanda com apenas três varas criminais na capital. É como um gargalo entupido pela enxurrada de sangue que corre nas ruas de Maceió.