Cidades
Avan�o do mar continua causando estragos na capital alagoana
O mar azul e atraente da capital esconde uma força colossal. A cada dia ele ?come? a cidade pelas beiradas. Em diversos pontos da costa, o cenário da praia é constantemente alterado pelo seu avanço. Em 15 km de orla marítima dentro da cidade, não é raro encontrar pedras, concreto e equipamentos urbanos arrastados pela água. Os milhões gastos, raramente com orientação de especialistas em biologia marinha, se tornaram pedaços revirados. Esse quadro é flagrante na orla das praias do Sobral e Pontal da Barra. Pedras gigantescas hoje estão soltas, após o choque com a água, que também destruiu a calçada e até a ciclovia, ao lado da Avenida Assis Chateaubriand. A ?derrota? das iniciativas do município vem sendo acompanhada há anos pelo professor de Bilogia e mestre em Oceanografia Gabriel Le Campion, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Ele aponta o desequilíbrio provocado pela ocupação urbana, que não levou em conta o desenho natural da costa, como o principal ponto para explicar a destruição do mar. ?Não era à toa que os pescadores, antigamente, construíam suas casas há pelo menos 300 metros da praia?, conta.