Cidades
AL � exemplo na pol�tica de cotas
Aprovada um ano antes pelo Conselho Superior da Universidade (Consuni), a política de cotas na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) data de 2004, ano em que foram reservadas 20% das vagas daquela instituição para alunos de escolas públicas que se autodeclarassem negros ou pardos. Assim, essa ação afirmativa, definição para os benefícios a pessoas ou grupos discriminados e vitimados pela exclusão socioeconômica no passado ou no presente, está completando 10 anos em Alagoas. Atualmente, são reservadas 25% das vagas em todos os cursos da Ufal. O percentual é bom, considerando que ainda há instituições onde só é reservado o limite mínimo de 12% previsto na lei 12.711, de 29 de agosto de 2012, a Lei das Cotas. Esse dispositivo obriga as universidades, institutos e centros federais a reservarem para candidatos cotistas metade das vagas oferecidas anualmente em seus processos seletivos. Assim, até o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) de 2016, a Ufal terá que destinar 50% das suas vagas para candidatos da rede pública que se declararem negros, pardos ou indígenas, como já ocorre em inúmeras instituições de Ensino Superior pelo País afora, a exemplo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).