Cidades
Crise em unidades de menores desafia governo
A crise do sistema socioeducativo para adolescentes infratores tem tirado o sossego do secretário Jardel Aderico, titular da Secretaria Estadual de Promoção da Paz (Sepaz). Há duas semanas, em meio a rebeliões e fugas, por pouco não foi parar na cadeia por determinação do juiz da Infância e da Juventude, Ney Alcântara. Pressionado até pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não restou outra saída ao governo anunciar investimentos de até R$ 12 milhões para a construção de uma nova unidade de internação masculina e reformas nas demais. O maior problema é falta de vagas e de estrutura das unidades existentes. A constatação foi feita pelo próprio CNJ, em 2012, conforme atesta o relatório do Programa Justiça ao Jovem. No documento, os inspetores já indicavam que, em Alagoas, não se privilegia a ressocialização, nem alfabetização, bem como a recuperação de vínculos familiares pelo fato de a maioria dos internos ser do interior do Estado. Segundo o documento, em Alagoas se privilegia a ?reclusão e a segurança?. Mas, conforme reafirma o levantamento realizado no ano passado, os problemas só se agravaram, principalmente por causa da falta de separação dos adolescentes por compleição física. Com isso, o documento voltou a atestar que os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) continuavam sendo desrespeitados.