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Situa��o se agrava a cada ano

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De acordo com o CNJ, em Alagoas, os magistrados que acompanham a aplicação do ECA têm feito sua parte. Por isso, a luta permanente é para sensibilizar o Estado. Foi o que explicou a juíza Marina Gurgel da Costa, acompanhada do seu colega de magistratura Márcio da Silva Alexandre. ?O problema foi detectado desde 2011 e consiste na falta de vagas, na falta de estrutura e em algumas denúncias de tortura. Chegaram notícias de que a situação se agravou e que é calamitosa?, disse Marina. Ela explicou que ao CNJ não tem ingerência sobre os gestores. Por isso, mesmo com toda a repercussão da visita, o que pode ser feito é uma mediação que ajude os gestores estaduais a se sensibilizarem com a situação. ?Queremos um compromisso moral para resolver os problemas o mais rápido possível?, disse Marina. Em meio à pressão e mesmo com o anúncio de investimentos feito pelo governo, o secretário Jardel Aderico diz que, até o momento, os recursos existentes são para reforma e ampliação das unidades existentes. ?Outra garantia que temos é a imediata implantação de unidades temporárias que não são poucas, que devem ser até seis, porque cada uma delas acomodam no máximo 30 adolescentes?, explicou Jardel Aderico.

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