Cidades
Campanha do desarmamento avan�a no Estado
Enquanto o governo bate cabeça para tentar tirar Alagoas do atoleiro de sangue, com o pior índice de homicídios do país, a campanha de desarmamento tenta contribuir de alguma forma. Os números ainda são tímidos: 412 armas entregues nos últimos dez meses. Mas já é possível perceber um avanço em relação ao irrisório número de 174 armas recolhidas em todo o ano passado, aumento de 236%. Para a Secretaria de Promoção da Paz (Sepaz), o salto está relacionado à criação de um ponto de coleta itinerante, mais conhecido como o ?ônibus do desarmamento?, no fim de novembro de 2012. Para se ter uma ideia, os 44 postos de coleta espalhados em 17 municípios receberam juntos, no ano passado, 174 armas. Já o ônibus, sozinho, tirou 412 de circulação. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), divulgado este mês, apontou queda de 12,6% na taxa de homicídios do país e relacionou este índice à implantação do Estatuto do Desarmamento, há cerca de 10 anos. Em Alagoas, os índices de assassinatos ainda serpenteiam, entre altos e baixos, no quadro de estatísticas. Baixou de 163 mortes em agosto 2012 para 150 no mesmo período de 2013. Mas em julho, tinha aumentado de 162 crimes fatais no ano passado para 168 este ano. Mesmo aos trancos e barrancos, com os milhões investidos pelo governo federal no Plano Brasil Mais Seguro, a taxa média se arrastou de 5,97 para 5,91 homicídios por dia, um pequeno deslize de 0,06 pontos. Com tanta morte, o medo e a revolta levam algumas pessoas a tentar se proteger com as próprias mãos e possuir uma arma.