Cidades
Trabalho educativo � feito nas comunidades por onde �nibus passa
Para Bené Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, a história de que a arma roubada do cidadão vai parar na mão do criminoso é uma prova de que não é possível estabelecer uma relação entre o número de armas de fogo e de homicídios. ?Se tenho um celular roubado, e ele vai para dentro de uma penitenciária, e ele é usado para um sequestro, a culpa é minha? Precisamos definir quem é vítima de verdade?, diz. O superintendente da Sepaz alerta que este tipo de pensamento cria uma cultura armamentista que termina não atendendo mais a proteção. ?É aquilo de ostentar uma arma na cintura, levar dentro do carro, por masculinidade, para ter e demonstrar as suas potencialidades, a sensação de poder, diante do seu inimigo?. Não é à toa que um levantamento da Sepaz aponta que 62% dos homicídios registrados em Alagoas acontecem por motivos banais, como um desentendimento entre amigos, briga no trânsito, por causa do futebol, entre vizinhos ou dentro de casa. ?Tem os casos de briga no bar, em que a pessoa vai no carro ou em casa pegar a arma para fazer o acerto de contas, mas também acontecem muitos acidentes com crianças e adolescentes, filhos ou parentes do dono da arma?. No ônibus do desarmamento, chegam casos e casos de pais que relatam o acesso das crianças às armas, inclusive de alguns que só vieram saber na escola, porque o filho estava levando a arma para mostrar aos amigos. ?Quem tem uma arma vive o dilema de deixá-la muito bem escondida, ao ponto de ter dificuldade de pegá-la para se proteger ou mantê-la num local de fácil acesso, o que aumenta o risco de ela ser pega por crianças?.