Cidades
Policiais protestam contra a viol�ncia
Nem os policiais aguentam mais tanta violência em Alagoas. Ontem, eles protestaram na frente do palácio de vidro e explodiram pistolões para ?acordar? o governo do Estado, após o registro de 14.200 assassinatos nos últimos seis anos. O número sinistro é maior que a população inteira de 45 municípios alagoanos, como é o caso de Maribondo, com 13.614 habitantes. Todas estas mortes ultrapassam o triplo da população de Belém (4.551 pessoas). Seria o equivalente a riscar do mapa todo o povo que mora em Feliz Deserto, Jundiá, Mar Vermelho e Pindoba juntos. Em meio à guerra covarde da violência, como cegos lançados no meio do tiroteio, os policiais sofrem duros golpes, como o assassinato do escrivão José Santos de Oliveira, 39 anos, encontrado carbonizado, dentro do carro, na zona rural de Igaci. O Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) distribuiu fitas de luto pela perda do colega, sindicalista, de outros agentes de segurança alvejados e de todas as vítimas da violência que o governo, segundo a entidade, não se interessa em combater. ?Hoje, são 14.200 mortos e podemos fazer uma previsão: quantos serão assassinados até o fim desse governo? Resta saber se vou ser eu, se vai ser você, alguém da família ou algum amigo?, reflete o presidente do Sindpol, Josimar Melo. Em panfleto distribuído à população, o Sindpol afirma que não existe uma política de segurança pública eficiente. ?O efetivo de policiais foi reduzido, as delegacias estão superlotadas e insalubres... os policiais são desviados de sua área fim (a investigação) para serem responsáveis pela custódia dos presos?.