Cidades
Pres�dios podem ganhar alas LGBT
Ser gay ou travesti dentro do sistema prisional alagoano tem significado uma dupla condenação para quem se relaciona com pessoas do mesmo sexo. É que, na ?lei da cadeia?, é comum o abuso sexual generalizado ? praticado por várias pessoas ao mesmo tempo ?, além de agressões e coação. Na prática, eles cumprem a pena imposta pela Justiça, mas vivem sob o jugo do ódio e desprezo de boa parte da comunidade carcerária. Segundo o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, a situação é preocupante, porque fere diretamente a dignidade dos homossexuais. Em alguns estados, para evitar os abusos, as cadeias ganharam alas especiais para os LGBT. ?Essa decisão ganhou força por conta do que passam dentro das unidades os travestis. Isso porque alguns são usados, inclusive, como moeda de troca dentro dos presídios. Há casos até de homicídio?, explicou Nildo. Os números são imprecisos, mas os relatos colhidos confirmam os espancamentos e as ameças. Há casos, inclusive, em que tanto homossexuais como travestis são colocados na função de ?empregados domésticos? dos demais. Nildo conta que, no Nordeste, o Estado da Paraíba é pioneiro na iniciativa de criar um ?Pavilhão LGBT?. Há também experiências exitosas em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso.