Cidades
Crise no setor sucroalcooleiro afeta o mercado de trabalho da classe
Além de todas as dificuldades, o mercado de trabalho para o engenheiro agrônomo em Alagoas tem sido bastante afetado com o fechamento do setor sucroalcooleiro. De acordo com Fragozo, que atua na área há 28 anos, nesta safra de 2013, cinco usinas não vão moer. ?Isso é algo bastante significativo, pois um setor que antes empregava um número expressivo de profissionais da nossa classe, hoje emprega apenas cerca de 70 profissionais, no máximo, em todas as usinas de alagoas?, explicou. Ele ainda explica que o setor sucroalcooleiro emprega, diretamente, cerca de 100 mil pessoas e, quando essas unidades são fechadas, cria-se um caos social na região onde elas estão instaladas. ?Os agrônomos experientes migram para outros Estados, porém, o contingente bastante expressivo das faculdades fica à mercê do salário de bolsista, ganhando apenas R4 1.500?, conta. Formado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o engenheiro diz que as universidades estão formando uma grande quantidade de profissionais e o mercado de trabalho não comporta toda essa gente. Fragozo, que também coordena a Câmara de Agronomia do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Alagoas (Crea), diz que a profissão de agrônomo se desmembrou em outras carreiras como, por exemplo, engenharia ambiental, florestal e de agrimensura. ?Hoje, temos muitos profissionais formados com especialidades diferentes, mas que não encontram mercado de trabalho?.