Cidades
A dif�cil vida de professor
Os professores alagoanos que atuam na rede privada estão em campanha contra a exploração e se organizam para cruzar os braços. Os da rede pública estão constantemente mobilizados, e têm um longo histórico de greves. Assim, insatisfeitos, os educadores não têm muitos motivos para festejar o Dia do Professor, celebrado na próxima terça-feira, 15. Na rede privada, o Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) escolheu o mês de outubro para lançar uma campanha de valorização da categoria. O vice-presidente da entidade, Eduardo Vasconcelos, reclama que os docentes da rede particular de ensino estão submetidos a trabalho extraclasse excessivo. O resultado é a exaustão física e o adoecimento. Na campanha, o sindicato se mobiliza para ir às ruas mostrar a difícil realidade que os professores estão vivenciando. A entidade quer também o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MTE), a quem denunciou as irregularidades trabalhistas. Número excessivo de alunos por turma e o aumento da jornada de trabalho em consequência do incremento de novas tecnologias nas escolas, sem a devida remuneração, são problemas que os professores da rede particular enfrentam. A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Contee) está convocando as entidades filiadas e toda a categoria para uma greve nacional.