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V�TIMAS DO SIL�NCIO

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Arapiraca ? As ameaças e a vergonha das crianças e adolescentes vítimas de violência sexual são as principais armas do agressor para manter o silêncio das vítimas. Nos últimos meses, o aumento na quantidade de prisões de acusados de estupro mostra que esse tipo de ?poder? está enfraquecendo, frente a revolta da sociedade diante desse tipo de crime. Em casos extremos, o agressor acaba se tornando vítima, como aconteceu com um adolescente de 17 anos, que foi espancado até a morte após ser flagrado estuprando um bebê de apenas 9 meses, mês passado, em Maceió. ?Não se pode incentivar atos violentos contra os agressores, por mais que os motivos sejam revoltantes. A punição deve acontecer na forma da lei, que é rigorosa nestes casos. Mas, para mim, mais importante que a punição é a prevenção, para que mais crianças e adolescentes não passem pela mesma situação?, afirma a promotora Dalva Tenório, que desde junho está à frente da Promotoria de Combate aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente do Ministério Público Estadual. Dalva Tenório tem uma demanda tão grande de trabalho que ainda não encontrou tempo suficiente para fazer um balanço sobre a quantidade de inquéritos policiais referentes a estupro de vulneráveis que passaram por sua mesa, mas tem certeza que já encaminhou mais de cem processos para a Justiça. ?Pretendo fazer um balanço sobre estes casos, mas avalio até que ponto vale a pena divulgá-los, porque são fatos que chocam demais, envolvendo crianças e adolescentes que irão carregar essa lembrança escabrosa o resto da vida?, declarou.

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