Cidades
Locais de conviv�ncia est�o abandonados
Ewerton Viana, de 18 anos, faz parte do Anjos do Gueto, outro grupo de swingueira do Jacintinho, criado há quatro meses. Empolgados com a participação que farão no 11º Festival de Cultura e Dança de Rua do Jacintinho, em novembro, eles se reúnem nas ruas do bairro para ensaiar. ?Fazer parte do Anjos do Gueto é ótimo, tanto porque gosto de dançar, como também pela mudança que está acontecendo em minha vida, além de conhecer pessoas novas?, revelou o jovem. Moradora do bairro Antares 2, a pedagoga Shirley Alesssandra, 36, é mãe de Thayná, de 12 anos e Pedro, de 7. As crianças vivem conectadas com jogos eletrônicos, tablet, smartphone e x-box. Esperta, Thayná não precisou da ajuda de um adulto para deixar o aparelho eletrônico do jeito que queria e, sozinha, baixou e instalou os aplicativos desejados. O pequeno Pedro, encantado com a diversão eletrônica da irmã, segue o mesmo ritmo. Shirley lamenta não ter espaço público para os filhos se divertirem perto de casa. ?Se aqui tivesse praças, serviriam para a reunião dos usuários de drogas. Meus filhos não sentem muita falta de sair porque têm piscina e brinquedos eletrônicos em casa, além de brincar no shopping e frequentar o cinema, mas os pais que não têm condições de oferecer o mesmo, têm que deixá-los brincar na rua e, neste caso, é bem mais complicado?, ressaltou. * Sob supervisão da editoria de Cidades.