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Motins e fugas agravam crise no Neas

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A crise na Unidade de Internação Masculina (UIM), destinada a menores infratores, se agravou no fim de semana, com a fuga de quatro deles, e a ocorrência de novo motim, ontem, levando o Ministério Público Estadual a autorizar a entrada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na unidade. O promotor da Vara da Infância e da Juventude, Rogério Paranhos, reclamou que, até agora, nenhuma das recomendações do Ministério Público Estadual, apresentadas durante outras rebeliões e fugas, foram atendidas. Nem mesmo o decreto de emergência administrativa na Secretaria de Estado da Promoção da Paz (Sepaz), e o anúncio de que seriam R$ 8 milhões em políticas de ressocialização de menores, deram resultados. O MP, anunciou Paranhos, está elaborando documento, que deve ser divulgado hoje, com ações que deverão ser implementadas pela Sepaz no sentido de resolver os graves problemas de todas as unidades de internação. O objetivo é assegurar o cumprimento das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e evitar tentativas de fuga e os motins. O promotor reuniu-se, na manhã de ontem, com a juíza auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marina Gurgel, e com o juiz da Vara da Infância de Maceió, Ney Alcântara. Eles relataram para a representante do CNJ a situação das unidades de cumprimento de medidas socioeducativas no Estado. Marina, que é membro do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), alertou que, se persistir a omissão do governo estadual em relação ao sistema socioeducativo, ?corre-se grande risco de um trágico desfecho que, mais uma vez, atrairá olhares de perplexidade sobre o Estado?.

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