Cidades
Sem-terra destroem �rea de pesquisa da Ufal
Após uma caminhada de mais de 46 quilômetros, de Murici, de onde saíram às 5h da manhã da última segunda-feira, os 2 mil trabalhadores rurais sem-terra ligados ao MLST, CPT, MST e MTL chegaram a Maceió e acamparam no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no Tabuleiro, de onde devem continuar a marcha rumo ao Palácio República dos Palmares, onde devem protestar e pedir uma reunião com o governador Teotonio Vilela Filho para pressionar e cobrar a agilização da reforma agrária em Alagoas. Antes, porém, para mostrar que não estão para brincadeira, depois de acampar e almoçar no Centro de Ciências Agrárias (Ceca) da Ufal, os trabalhadores atacaram o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar da Ufal e destruíram ?plântulas?, que são embriões de cana, que seriam enviadas para São Paulo, na próxima semana, para uma empresa que tem convênio com a Ufal e que trabalha no desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar. ?É um prejuízo incalculável, são milhões de reais, anos de trabalho?, disse Iêdo Teodoro, professor do Ceca. Segundo ele, a Ufal deve registar boletim do ocorrência. ?Vamos prestar queixa, até porque temos um contrato com uma empresa e precisamos informar que não teremos condições de enviar as plântulas?, disse o professor Iêdo.