Cidades
Trabalhador informal � maioria
Em Maceió, 48,3% dos trabalhadores que moram em comunidades carentes da cidade não têm carteira assinada, segundo levantamento do Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas demais áreas da capital, esse número cai para 29,3%. O percentual mostra que as favelas concentram o maior número de pessoas que buscam a sobrevivência a partir das atividades informais. O estudo, divulgado na última quarta-feira, buscou analisar as características territoriais e identificar os elementos que diferenciam as regiões aglomeradas do restante da cidade. Ao circular pela capital alagoana, é possível identificar inúmeros trabalhadores que encontram a própria maneira de compor a renda mensal. São flanelinhas, artesãos, vendedores ambulantes, entre muitos outros, que mantêm as famílias sem possuir função regulamentada, nos chamados subempregos. O artesão José Belo, 38 anos, é um destes alagoanos que vivem na periferia da cidade e que ganham a vida na informalidade. Ele, que nunca teve carteira assinada, mora no conjunto Cidade Sorriso 1, localizado no Bairro do Benedito Bentes 2, e sustenta a esposa e os três filhos com o artesanato em biscuit que produz em casa.