Cidades
Falta de investimentos agrava quadro
O ranking do Enem destaca uma realidade negativa, mas já de conhecimento público, e que vem se agravado nas últimas duas décadas. A grande questão então é saber o que os governos fizeram ou estão fazendo para revertê-la. Para o pró-reitor Amauri Barros, da Ufal, do ponto de vista do Estado, pouco tem sido feito. ?Temos perdido grandes oportunidades por não responder a projetos induzidos pelos diversos ministérios. É bom que fique claro que temos quadro qualificado na nossa Secretaria de Estado da Educação, mas a linha condutora das políticas educacionais não tem dado o devido valor ao ensino do nosso Estado?, disse o professor. No inverso dessa situação, a Universidade Federal de Alagoas tem muitas políticas em execução, com programas e projetos voltados para a formação e qualificação de quadros para a docência. Ele cita como exemplos os Programas Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), de Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores (Life), o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), Jovens Talentos e Consolidação das Licenciaturas (Prodocência). A baixa qualidade do ensino público, segundo o pró-reitor de Graduação da federal alagoana, está diretamente relacionada à falta de professores para as ciências básicas. ?É um problema acentuado em todo o país, reflexo da falta de políticas de valorização da carreira e muitas vezes de infraestrutura básica nas escolas (condições de trabalho)?, declara ele.