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OAB aponta mais 167 homic�dios em menos de dois anos em Alagoas

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Um cadáver é encontrado com um saco na cabeça, marcas de tortura e um tiro na cabeça. Um homem é forçado a saltar de uma van, quebra o pescoço e morre no asfalto. Um rapaz leva dois tiros, vai para o hospital e falece dias depois. Nenhum destes três casos é registrado oficialmente como assassinato, são computados como mortes a confirmar a causa. Apesar dos índices de homicídios já assustarem tanto, eles podem ser bem maiores do que mostram as estatísticas do governo do Estado. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), os dados oficiais simplesmente teriam ignorado 167 assassinatos em menos de dois anos. O levantamento diário feito com informações do Instituto Médico Legal e de cinco veículos de comunicação (entre eles a Gazeta), aponta uma diferença de 91 casos em 2012 e de 76 casos até outubro de 2013, em comparação aos boletins da Secretaria da Defesa Social. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Daniel Nunes, relacionou diretamente o alto índice de assassinatos ao fraco efetivo de policiais nas ruas. ?O problema não é a falta de polícia ou de investimentos, é a falta de policiais?. Na entrevista coletiva para apresentar os dados, Daniel lembrou do policial militar Ivaldo da Silva, rendido no grupamento da PM de Porto de Pedras e assassinado em praça pública. ?Como pode ter apenas dois policiais no grupamento??, questiona.

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