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Nº 5758
Cidades

Ambulantes s�o retirados do Centro em clima de revolta

Em clima de revolta e reclamações, cerca de 80 vendedores ambulantes de frutas, verduras e raízes foram afastados, na manhã de ontem, da Rua Augusta, no Centro. Segundo informações do chefe do Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Co

Por | Edição do dia 28/11/2002 - Matéria atualizada em 28/11/2002 às 00h00

Em clima de revolta e reclamações, cerca de 80 vendedores ambulantes de frutas, verduras e raízes foram afastados, na manhã de ontem, da Rua Augusta, no Centro. Segundo informações do chefe do Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), engenheiro Galvacy de Assis, a operação conjunta com outros órgãos dos municípios tem como principal objetivo cumprir termo de ajuste de conduta firmado com o Ministério Público Estadual. “Nós temos um compromisso assumido junto ao Ministério Público, CDL, Aliança dos Retalhistas e outros setores para livrar o comércio e ruas adjacentes do mercado de alimentos”, explicou Galvacy, ao citar os transtornos causados pelos vendedores ambulantes nas calçadas, impedindo a passagem dos pedestres, sobretudo nesta época de compras natalinas. A SMCC avisou com antecedência sobre a necessidade da saída dos comerciantes da Rua Augusta, por isso, não foi preciso fazer apreensão de mercadorias, deixando-os no prejuízo. Mesmo assim, eles protestaram contra o fato de serem obrigados a se deslocar para a área do Mercado da Produção. “No mercado já tem muita gente vendendo e não há mais condições de comércio”, salientou, em tom de revolta, o ambulante José Elias da Silva Filho, que negocia com frutas. Jacilene Soares da Silva vende frutas e verduras e está preocupada com a manutenção da família. “Estes aí têm o emprego deles certinho. Agora arrumem emprego para nós e todos sairão daqui sem problemas”, afirmou Jacilene. Quituteiras Instaladas há sete anos na Praça Monte Pio dos Artistas, no Centro, as quituteiras de Maceió querem mudar de endereço. Elas reclamam da falta de movimento, dos roubos e ainda de sofrerem na pele as conseqüências de o local ter sido estigmatizado como área de prostituição. Segundo Eliane de Souza, não é raro escutarem agressões verbais e serem confundidas com as antigas profissionais do sexo que atuavam e ainda atuam no local. Há cerca de dois meses as quitureiras deixaram o local e instalaram seus tabuleiros no beco ao lado da Igreja do Livramento, mas a Prefeitura quer que elas voltem para o antigo ponto. “Elas sabem que terão de voltar. Isso já vem sendo discutido há várias semanas. A Prefeitura vai colocar policiamento na praça, retirar as barracas, para que as quituteiras possam trabalhar em seus tabuleiros, e a Secretaria da Ação Social já vem fazendo um trabalho para mudar o conceito da área”, destaca Galvacy de Assis, chefe da fiscalização da Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano. “Não adianta investir em infra-estrutura nessa área porque ela não dá para comércio nenhum”, retruca Eliane. Segundo ela, desde que se mudaram para a lateral da Igreja, as vendas aumentaram em 100%. O ideal, na sua opinião, seria a padronização da área onde estão hoje para as atividades das quituteiras. “Não atrapalha em nada. Pelo contrário, melhora muito nossas vendas”, comenta. Ela diz que as quituteiras até aceitam discutir um local que ofereça condições de trabalho, menos voltar para a Monte Pio.

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