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Tumulto marca recadastramento no Bolsa Fam�lia

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A humilhação anual de quem precisa de benefícios sociais voltou a espremer uma multidão de vítimas da incompetência burocrática, na central do Cadastro Único de Maceió, no Poço. Crianças choram, deficientes sofrem, idosos passam mal e grávidas desmaiam, após dormir, amanhecer o dia e passar mais de doze horas na fila da vergonha. Ontem foram distribuídas 550 fichas, para cerca de 2 mil pessoas, presas numa sala apertada, sem portas ou janelas abertas. A primeira ficha só foi chamada pouco antes das 9h. Hoje, último dia do recadastramento, deve ser ainda pior. O problema é tão crônico quanto imbecil. Todo ano se repete o esmagamento de cidadãos pobres por causa da falta de internet nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras). Fica tudo afunilado na sede do Poço, que recebe os beneficiários de todos os bairros da capital, com exceção apenas do Jacintinho e da Pitanguinha, que têm seus Cras com sinal de internet. As reclamações são idênticas às que foram registradas em reportagens da Gazeta nos anos de 2012, 2011, 2010, 2009 e por aí vai... ?Cheguei 4 horas da manhã e a fila estava batendo no PAM Salgadinho (saindo do viaduto do Poço, passando pela Ufal e entrando na rua do PAM)?, revela Maria Quinô. ?Sou idosa, não posso ficar em pé, estou doente, é uma humilhação, fiquei na fila no sol quente e agora cheguei nesse salão entupido de gente?, completa Maria Cícera da Silva.

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