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PRECONCEITO AINDA � MAIOR OBST�CULO DE SOROPOSITIVOS

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O maior medo do seu J.W.L., 55 anos, é que seus familiares e amigos descubram que ele é portador do vírus da Aids ? uma doença infectocontagiosa e sem cura, causada pelo vírus Human Immunodeficiency Virus (HIV). ?Tenho medo da rejeição, da humilhação?, desabafa o senhor, assim que começa a entrevista. J.W.L. conversa pausadamente e olha atenciosamente para os quatro cantos antes de falar, em tom bem baixo, da sua doença. ?Mas olha, no restante, levo a minha vida normalmente. Claro, com limites. Não bebo, não amanheço o dia na rua, não tenho relacionamento com qualquer pessoa, uso camisinha. Se eu tivesse me prevenido, nada disso teria acontecido?, diz. Ele descobriu ser portador do vírus há 15 anos. Não sabe precisar se foi durante o período carnavalesco, mas tem certeza de que foi por meio de relações sexuais. ?Pouco tempo depois, tive uma crise e fui internado, foi quando descobri. Antes, eu tinha passado no Hospital do Açúcar, foi quando os médicos disseram que teriam de me encaminhar a outra unidade de saúde, porque o local não era adequado para tratar o que eu tinha. Eu achava que era alguma coisa normal, cheguei no Hospital Hélvio Auto e foi detectado o HIV?, explica. Após o diagnóstico, ele foi tomado pelo desespero. ?Cheguei ao ponto de querer me matar. Quando eu saí do hospital, fui para o meio da rua, porque queria me jogar embaixo de um carro, mas minha mãe não deixou?, J.W.L., ressaltando que saiu do internamento com 35 quilos e sem nenhuma perspectiva do futuro.

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