Cidades
FORMA��O DE MILITARES � PREC�RIA
Um ano e três meses foi o intervalo de tempo entre a divulgação do edital do concurso público para a contratação de mil novos policiais militares e a exposição da lista de aprovados, no dia 27 de setembro deste ano. Neste período, nada mudou na gestão da segurança pública. Mas o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), o secretário da Defesa Social, coronel Dário Cesar, e seu irmão e comandante da Polícia Militar de Alagoas (PM), coronel Dimas Cavalcante, conseguiram fazer pior que manter sufocadas as finanças para o custeio da corporação. Deixaram no calor e no escuro as centenas de concursados, hoje alunos do curso de formação de praças da Polícia Militar (PM), que estão sendo liberados das aulas mais cedo, nas últimas duas semanas, porque tais gestores não planejaram a estrutura da rede de energia da Academia da PM. Além disso, mesmo depois de serem assediados moralmente a ?contribuir? com o pagamento de R$ 20 para custear o material necessário do curso, os futuros policiais militares que protegerão a sociedade ainda passam sede e sentem medo de ir às ruas, sem a garantia de formação e suporte logístico do Estado. A PM somente identificou a necessidade de redimensionamento da rede elétrica após alguns curtos-circuitos, ocorridos porque a estrutura não dá suporte para as aulas ocorrerem nas salas com lâmpadas e aparelhos de ares-condicionados ligados. Desde o dia 4 deste mês, a maioria das turmas passaram a ser liberadas das aulas no horário da tarde, e a energia somente é religada à noite, para garantir a ?segurança? do imóvel e de seus equipamentos ? feita por apenas quatro militares, uma dupla na portaria da praia do Sobral e outra na portaria virada para o bairro do Trapiche. A Gazeta conseguiu entrar na sede da Academia da PM, na última semana, no horário de aulas. O repórter fotográfico Aílton Cruz flagrou um cenário desolador. Enquanto quatro turmas de cerca de 50 alunos recebiam instruções de aulas práticas, outras permaneciam no escuro, dentro da sala de aula, com janelas abertas devido ao calor. Uma outra turma recebia orientações com alunos sentados em cadeiras colocadas do lado de fora, atrás do prédio que abriga salas de aula. Para resolver o problema é preciso adquirir um transformador mais potente, que até a última sexta-feira (13) ainda não havia sido instalado. Um destes equipamentos foi flagrado pela reportagem no chão, em frente a um poste onde há outro transformador em funcionamento.