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Amplia��o do HGE n�o diminui sofrimento

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Foi uma manhã de antíteses. O Hospital Geral do Estado (HGE) viveu contrastes ímpares, ontem, na solenidade para inaugurar a ampliação de 99 leitos. Enquanto o governador e sua côrte se espremiam para mostrar a parte nova à imprensa, pacientes denunciavam o abandono, falta de medicamentos e mau atendimento nas enfermarias. ?O pronto-socorro está uma maravilha de lindo, mas aqui dentro tudo é péssimo, minha mãe teve AVC, passou cinco dias num corredor, uma ferida está necrosada, faz cinco dias que eu peço para a enfermeira fazer um curativo e ela não faz. Teve a reforma, mas não tem gente para atender?, desabafa Iraci Líbia. O cenário histórico da superlotação, denunciado na reportagem ?HGE, o corredor da morte?, da Gazeta, estava bem diferente porque os pacientes foram remanejados um dia antes da visita do governador Teotônio Vilela Filho. ?Aqui havia um corredor triste, depoimentos de mexer com o coração de qualquer criatura. Hoje, nós estamos esvaziando os corredores, nós não nos conformamos com essa situação de atendimento em corredores de hospital?, exclamava o governador em seu discurso. ?O corredor é pior, mas sinceramente não importa se a gente está lá ou numa enfermaria dessa. O que importa é que a minha avó está sem atendimento e sem medicação, há quinze dias, esperando por uma cirurgia?, rebate a estudante Andressa Barros. Para ela e a avó, o ?ajeitado?, um dia antes do evento oficial, só trouxe mais transtornos. ?Desde ontem (quarta), ela não recebe medicação. À noite, nenhuma enfermeira apareceu?, completa a neta.

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