Cidades
MORRE A JORNALISTA ARLENE MIRANDA
Faleceu na manhã de ontem a jornalista e escritora Arlene Miranda, a primeira mulher a exercer o ofício como jornalista profissional em Alagoas. Colegas, intelectuais, autoridades, contemporâneos seus ou não lamentaram a perda. ?Éramos amigos desde a adolescência. Foram 60 anos de amizade?, lamentou o amigo José Alberto Costa, que prestou suas homenagens dedicando-lhe um texto numa rede social. O jornalista Valmir Calheiros relembra de Arlene na redação da Gazeta de Alagoas, onde trabalharam no primeiro veículo da recém-criada Organização Arnon de Mello (OAM). ?Ela também foi uma das mais ativas integrantes da Academia Maceioense de Letras e da Associação Alagoana de Imprensa?, disse. O desembargador aposentado, jornalista e escritor Antônio Sapucaia também foi contemporâneo de Arlene Miranda, entre os anos de 1950 e 1960. ?Sempre destemida, não se incomodava com nenhum tipo de percalço, por mais desafiador?, afirmou. O estado, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom-AL), divulgou nota de pesar pela morte de Arlene Miranda. ?Autora de romance, crônicas e poemas, Arlene Miranda marcou, de modo positivo, o jornalismo e a literatura alagoana?, disse trecho da nota. ?Eu tinha grande carinho e admiração por ela, porque a conheci por ser tia de um amigo meu?, recorda o jornalista Abides Oliveira, editor na Gazeta de Alagoas até 2012. ?Mas, só depois, quando pesquisei e vi depoimentos de colegas de redação de sua época, que realmente percebi a real dimensão de sua importância para o jornalismo alagoano, seu pioneirismo?, acrescenta. A jornalista e escritora estava internada, havia cerca de um mês, e boa parte desse tempo precisou permanecer na UTI. Ela morreu aos 76 anos, em decorrência de problemas cardiorrespiratórios.