Cidades
LIX�ES MACULAM CART�O-POSTAL DE AL
Maragogi ? O lixão de Porto Calvo é um péssimo cartão de visitas para quem chega às cidades litorâneas de Japaratinga e Maragogi, integrantes do segundo maior polo hoteleiro do estado. Instalado à margem da AL-465, uma extensão da AL-101 Norte, o amontoado de resíduos arde, espalhando uma fumaça tóxica que invade os automóveis que por ali trafegam. O fogo provocado muitas vezes pela combustão espontânea já calcinou parte de uma remanescente de mata atlântica existente no entorno. O chorume que escorre da montanha de lixo vai parar no leito de um riacho, contaminando-o. Em Japaratinga, até o início do ano passado, o lixão também ficava à vista, tão perto da rodovia que muitas vezes parte do asfalto era tomada pelo material descartado irregularmente. Logo que assumiu o comando do município, o prefeito Newberto Neves tratou de relocar o lixão para uma área mais afastada, fora da visão dos que chegam à cidade. O problema, entretanto, foi posto apenas sob o tapete. Em Maragogi, o lixão que funciona há mais de uma década também se encontra saturado, vomitando entulho e chorume para dentro dos corpos d?água que têm conexão com o Rio dos Paus e com o mar da paradisíaca região da Costa dos Corais.