Cidades
Esgotos poluem praias de Maragogi
Maragogi ? ?O sentimento é de tristeza, de decepção. A gente vem para um lugar paradisíaco, lindo como esse, e encontra, em 2014, em pleno o século 21, esgoto a céu aberto em Alagoas, infelizmente?. O desabafo é do professor carioca Anderson Rodrigues. E ele não estava em Maceió, onde o assunto ganhou repercussão depois que o ator Bruno Gissoni postou fotos do problema em redes sociais. A constatação do turista foi feita em Maragogi, onde há seis pontos de poluição que lançam esgoto in-natura na praia urbana do segundo maior polo hoteleiro do Estado. O problema é antigo. O sistema de esgotamento sanitário construído pela prefeitura na década de 1990, por meio de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), orçados à época em R$ 400 mil, nunca funcionou a contento e, há anos, encontra-se com os reatores anaeróbios, que tratariam o esgoto, desativados. Dessa forma, os efluentes são lançados diretamente no mar. O equipamento atendia principalmente o maior conjunto habitacional de Maragogi, o Adélia Lira, mais conhecido como Grota. Mesmo ciente da situação de precariedade do equipamento da Funasa, o governo do Estado não estendeu ao Adélia Lira a rede coletora do novo sistema de esgotamento sanitário, posto em operação em 2006. Administrado na atualidade pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), a obra custou cerca de R$ 12 milhões, recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), conseguidos por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).