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Alagoano far� transplante in�dito
Desde quando se mudou para São Paulo, na busca da ?cura? para o mal que descobriu no corpo há dois anos, o técnico em segurança eletrônica José Cícero Lira da Silva, de 33 anos, vive a angústia da espera. Ele será o protagonista de um transplante inédito na rede pública de saúde do País. O procedimento, chamado de transplante multivisceral, vai ser realizado no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Há dois anos, Cícero descobriu que tem um tumor no pâncreas. À medida que cresce, o tumor afeta o funcionamento dos outros cinco órgãos, que também serão transplantados: fígado, intestino delgado, intestino grosso, duodeno e estômago. Há quatro meses, ele se mudou para São Paulo. Divide um ?quartinho? com a esposa, na Vila Natal, no Grajaú, Zona Sul da cidade. ?Estou esperando que apareça um doador, aguardando o momento de fazer o transplante. Não vejo a hora. Os médicos disseram para ficar atento, pois pode acontecer a qualquer momento?, diz José Cícero, em entrevista por telefone à Gazeta, na última sexta-feira. O caso dele ganhou repercussão nacional e manchete de vários jornais. ?Eu tenho muita fé em meu Deus que tudo vai dar certo. Não vejo a hora de voltar para a minha terra querida, minha Maceió?, sonha Cícero. Desde que descobriu a doença, ele enfrenta uma maratona de exames. Fora tomografias e biópsias em Maceió. Depois, foi encaminhado ao Recife, onde repetiu os exames. De lá, foi para São Paulo. O que atrapalha é a saudade das duas filhas, uma de 13 e a outra de 14 anos, que ficaram em Maceió. ?Sinto muita saudade delas?, diz ele.