Cidades
Portu�rios suspendem atividades
Nenhum navio foi abastecido ou descarregado, durante toda a manhã de ontem, devido à paralisação dos trabalhadores do Porto de Maceió, em Jaraguá, que cruzaram os braços acompanhando a mobilização nacional. O acesso ao Porto foi fechado, das seis horas da manhã ao meio-dia. Na próxima quinta-feira, 30, está marcada uma nova paralisação, também nacional e desta vez de 24 horas. Do lado de fora, uma extensa fila de caminhões se formava ao longo do estacionamento de Jaraguá. Apesar da movimentação, não houve registros de congestionamentos no local, uma vez que os caminhões ficaram parados apenas em uma faixa. Todos os caminhões foram impedidos de fazer carregamento de açúcar nos navios. Uma corrente impedia o acesso dos veículos. Os caminhões-tanques para distribuição de combustível também não puderam entrar no Porto. O presidente do Sindicato dos Portuários do Estado de Alagoas, Milton Jorge da Silva, afirmou que a greve contou com a adesão de cerca de 300 servidores. O prejuízo calculado pela entidade gira em torno de R$ 980 mil. Entre as reivindicações dos trabalhadores do Porto de Maceió, assim como nos demais portos brasileiros, estão a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e a regulamentação das atividades da Guarda Portuária, sem terceirização do serviço, como vem ocorrendo.