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Boleiras mant�m tradi��o no Centro de Macei�

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Broa, suspiro, brasileira, cocada, doce de caju e de goiaba, castanha, bolos e mais bolos dos mais diversos tipos: milho, massa puba, macaxeira, pé de moleque, grude... é de dar água na boca só de falar. Essas delícias que compõem parte da mesa dos alagoanos e despertam o paladar dos turistas que visitam nosso estado são verdadeiras obras de artes gastronômicas. Isso porque toda a produção é realizada manualmente, e esculpida pelas talentosas mãos das quituteiras. Sem qualquer intervenção de maquinário ou processo industrializante. A feitura exige muito amor. Afinal, passar horas e horas ralando o coco, mergulhando literalmente a mão na massa e ainda resistir à temperatura da panela quente em meio à fumaça e ao fogo da lenha não é tarefa fácil. A boleira Rosilda Silva que o diga. Casada há cinco anos com Rafael Pereira ? depois da morte da primeira esposa dele, que também trabalhava com quituteira ? o casal mora em Riacho Doce e divide a produção e venda dos tradicionais bolos com as filhas de Rafael ? Elaine, Rafaela, Raquel e Adriana. A produção é feita no quintal da residência do casal e comercializada em uma barraca, de segunda-feira a sábado, no conhecido ?Beco do Bolo?, na Rua Boa Vista, Centro de Maceió. Mas essas delícias percorrem um longo caminho até chegar à mesa do consumidor. Seu Rafael acorda cedo, às 5h da matina, para ir buscar alguns itens necessários para a produção dos bolos, na mata da região: palha de bananeira, lenha, entre outros. Ao chegar em casa, separa tudo que colheu na mata e entra em ação. Cortar a lenha, raspar o coco e pincelar as formas, onde serão colocadas as massas com muita, mas muita margarina. Enquanto isso, Rosilda começa a colocar a mão na massa. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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