Cidades
CREMAL D� NOTA 3 PARA O ATENDIMENTO
O presidente do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), Fernando Pedrosa, explicou que os médicos que trabalham para o governo do Estado e para a maioria dos municípios alagoanos, excetuando Maceió, recebem uma das menores remunerações do Brasil. Apesar disso, exercem suas atividades em precárias condições de trabalho e sem nenhuma garantia trabalhista. ?Geralmente é com contrato precário ou até mesmo contratado verbal sem nenhum documento que garanta nem mesmo sua remuneração. A desmotivação é sempre uma constante, o que compromete a qualidade de seu trabalho?, acrescentou. Na opinião do presidente do Cremal, nem mesmo a incorporação da gratificação aos salários, acertada recentemente, é suficiente para dar-lhes dignidade na hora do atendimento ao público. ?O plano de cargos e vencimentos de Maceió atende satisfatoriamente ao médico, entretanto, o reajuste dado pelo governo do Estado é insuficiente para motivar o médico no seu labor sendo muito aquém dos anseios da categoria. Nas maiorias das prefeituras nem sempre a remuneração anunciada corresponde ao que o médico recebe no final do mês. Vale salientar que algumas outras prefeituras têm cumprido com os anseios da categoria, mas isso é a exceção. Tem sido cada vez mais frequente o atraso sistemático no pagamento dos salários, obrigando ao médico a demitir-se?, detalhou Fernando Pedrosa. Atualmente, estão em atividade em Alagoas 4.229 médicos.