Cidades
Comiss�o flagra sinais de tortura em pris�o
Girau do Ponciano ? Indícios de práticas de torturas, abandono de assistência judiciária e água para consumo de origem duvidosa, tanto na qualidade como na quantidade. Esses foram os principais problemas encontrados pelos membros da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) e Associação dos Advogados Criminalistas de Alagoas (Acrimal), durante uma vistoria de cinco horas, que ocorreu ontem, nas dependências do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. Durante a visita, eles foram impedidos de utilizar equipamento fotográfico e aparelho celular. Em dois módulos, os advogados encontraram sinais de tiros de borracha e spray de pimenta. No Módulo C, o flagrante foi mais grave: eles viram marcas de bombas de efeito moral. ?Também presenciamos colchões rasgados. Os presos nos disseram que isso era reflexo da revolta deles, por estarem sendo submetidos frequentemente a variados tipos de tortura?, disse Thiago Pinheiro, representante da Acrimal. Pinheiro aproveitou a ocasião para experimentar a água que é servida aos detentos. A impressão que ele teve foi de um líquido de gosto muito salgado e extremamente duvidoso. ?Tenho certeza que a qualidade dessa água é muito ruim?.