Cidades
Cadeia de �dio cresce a cada dia
O estudante Igor (nome fictício), de 18 anos, já viveu a experiência de fazer justiça com as próprias mãos. Ele estava entre as pessoas que capturaram a espancaram um rapaz no bairro da Ponta da Terra, que havia acabado de roubar a bolsa de uma mulher. O jovem estava na companhia de um primo, na rua, quando viu a movimentação e se juntou à multidão enfurecida. Ele diz que agiu tanto pelo impulso coletivo quanto pelo desejo de fazer justiça diante de um ato criminoso. ?Foi o impulso coletivo que uniu a população. E a justiça foi a causa daquele ato. As pessoas agiram como se a vítima fosse um parente. É revoltante ver um bandido levar algo que não lhe pertence?, relata o estudante, que reside no bairro do Jacintinho, onde a segurança é ?precária?, de acordo com suas próprias palavras. Tanto que o bairro onde mora é palco constante de espancamentos de acusados em crimes. ?Aqui [no Jacintinho], muitos ladrões foram espancados por roubarem nos terminais de ônibus e nas praças?, conta. Igor, que é uma pessoa pacata, não está sozinho.