Cidades
Jornalismo alagoano perde Ednelson Feitosa
Faleceu na noite do último sábado, em hospital particular de Maceió, o jornalista e radialista Ednelson Feitosa. Profissional respeitado, trabalhou em três empresas da Organização Arnon de Mello (OAM): Gazeta de Alagoas, Gazetaweb e Rádio Gazeta AM. Há cerca de um ano e meio, descobriu um tumor no fígado e desde então travou uma luta pela vida. Quando apresentava melhoras durante o período em que estava internado, voltava ao trabalho com a força de sempre, contagiando os colegas, que torciam pela sua recuperação. Começou no jornalismo quando tinha apenas 13 anos, na função conhecida como setorista, na Rádio Gazeta, à época instalada na Rua do Comércio, centro da capital. Trabalhou como repórter policial na Gazeta de Alagoas. Quem gostava dessa área do jornalismo, tinha sempre um pouco a aprender com Ednelson Feitosa, contador de histórias. Depois, no portal Gazetaweb, levou suas matérias com os detalhes de sempre. Na Rádio Gazeta AM, passava flashes ao vivo, narrava os casos no estúdio e contava os casos colhidos nas ruas da cidade aos colegas radialistas. Gilberto Lima, diretor de operações e programação da Rádio Gazeta, lembra de Ednelson como um profissional que conseguia exercer bem várias funções. ?Ele gostava de jornalismo investigativo. Era um profissional sagaz. Fazia tudo com amor. Tínhamos uma relação de irmãos?, disse. FORÇA Marta Jane Feitosa, irmã do jornalista, esteve com ele nos últimos minutos de vida. ?Ele estava sofrendo muito. Ontem, passei o dia com ele. Ele fazia as minhas vontades e me ensinou a ter força e coragem diante das dificuldades. Não tinha medo da morte. Um exemplo de companheirismo e sinceridade?, disse a escrivã de polícia. Ednelson era o caçula e tinha quatro irmãos. O corpo de Ednelson Feitosa foi sepultado na manhã de domingo, no Cemitério da Piedade, no Prado. Ele deixou três filhos e um história de amor ao jornalismo e também à Polícia Civil, onde atuou como escrivão e assessor de comunicação. ?