Cidades
Combate � viol�ncia � desafio para mulheres
Ser mulher ainda continua sendo um martírio para milhares delas em Alagoas. Seja pelas diferenças salariais, espaço no mercado de trabalho ou, principalmente, pelos casos de violência doméstica que continuam se amontoando na Delegacia da Mulher e, por consequência, na Justiça. Essa continua sendo a principal pauta para elas neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. De acordo com informações repassadas pela Delegacia da Mulher, de cada dez denúncias, seis são relativas a ameaças e agressões. Mas, de acordo com a promotora Maria José Alves, da Promotoria de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, os números poderiam ser diferentes, caso houvesse uma capacitação dos próprios agentes públicos que dão segmentos aos inquéritos. Ao comentar a situação em Alagoas, ela revela que muito dos processos que têm chegado à sua mesa em algumas situações apresentam perfis que não se enquadrariam na Lei Maria da Penha. ?São situações que acabam revelando um desconhecimento do que aponta a própria lei?, disse em uma entrevista a uma rádio local. Ela lembra que o fundamento principal da lei está associado à relação de afetividade entre as partes e a violência gerada a partir da questão de gênero. Ou seja, cometida diretamente pelo homem. Mas, assim como a delegada titular da Delegacia da Mulher, Fabiana Leão, ela também reconhece que muitos dos casos acabam tendo como base para as agressões o ciúmes e o ?sentimento de posse? de alguns homens. Entretanto, de acordo com a promotora, a ?opressão e relação de submissão imposta por alguns companheiros?, também são analisadas a partir do que diz a própria lei. Por isso, defende uma qualificação de quem acolhe a denúncia desde a sua origem.