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O risco de andar sobre duas rodas

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O sonho de liberdade sobre duas rodas, tão explorado nas propagandas de motocicleta, tem se tornado um triste e doloroso pesadelo para milhares de condutores. No ano passado, 3.904 pessoas foram vítimas de quedas ou colisões na capital e interior de Alagoas. Na pressa de chegar, circulando entre carros ou em ultrapassagens nas vias de alta velocidade, quem sobreviveu guarda marcas no corpo, algumas por toda a vida. Se em 2002, somados os atendimentos do Hospital Geral do Estado (HGE) e da Unidade de Emergência (UE) do Agreste, 645 casos foram registrados, doze anos depois, só no último mês já são 435 casos. O ano mais crítico foi 2013, quando 3.072 pessoas ficaram lesionadas na capital. Já no interior, foram registrados 832 casos. Os números das duas principais unidades de referência no atendimento de urgência indicam uma progressão acima de 90% das ocorrências. O resultado são inúmeras pessoas necessitando de cirurgias de fratura fechada e exposta. A depender do caso, o processo de recuperação, além de ser cercado de dor, é lento. Para quem trabalha no socorro, ainda no local da ocorrência, as histórias apresentam um misto de imprudência e inexperiência. ?São vítimas que sempre apresentam traumas, em geral em membros inferiores, superiores e de cabeça, no caso dos que circulam de cinquentinha. Até onde sabemos, estas pessoas ficam por períodos longos, às vezes até esperando por cirurgia, por conta da demanda?, revelou o diretor geral do Samu, o enfermeiro e sargento do Corpo de Bombeiros, Lucas Casado.

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