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Jornalismo perde Gilvan Ferreira

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O jornalista Gilvan Ferreira dos Santos, cuja vida foi precocemente abreviada domingo pela manhã, aos 45 anos, transpirava jornalismo. Afável, cordial e muito atencioso com familiares e colegas de profissão, destacava-se inclusive pela arte de cultivar fontes de quem recebia informações exclusivas e de grande repercussão social. Gilvan já era profissional tarimbado quando foi escalado pela editoria de Polícia da Gazeta de Alagoas, em 2004, para a cobertura dos fatos de repercussão. Quatro anos depois, notabilizou-se pela divulgação de informações sempre exclusivas acerca dos desdobramentos da chamada Operação Taturana, em que 42 políticos, dentre os quais deputados e prefeitos, eram acusados de desviar mais de R$ 200 milhões da Assembleia. ?Destacou-se na cobertura de casos emblemáticos. Inclusive, sofreu ameaças de morte?, recorda o jornalista Mário Lima, então editor de Política da Gazeta e para quem Gilvan tinha característica singular: o cortejo diário de inúmeras fontes, por meio dos ?intermináveis e discretos? contatos por meio de até dois celulares, às vezes ao mesmo tempo. ?Era um repórter ?furão?. Circulava pelos corredores do Tribunal de Justiça (TJ) como se fosse funcionário da Corte. Avançava em assuntos diversos com muita facilidade e sempre surpreendia positivamente com a divulgação de informações exclusivas?, recorda Vladimir Calheiros, 78 anos, atual diretor de Comunicação do TJ de Alagoas. ?Era tão tranquilo e calmo que a gente se assustou quando veio a informação de que tinha sofrido AVC, motivo de seu primeiro internamento?, explicou, ontem, Janine Ferreira, sobrinha nascida em 6 de abril, dia do aniversário do ?Ceará?, como também era muito conhecido. Gilvan suportou ?com bravura e sem reclamação? ? recorda Janine ? o ?doloroso? tratamento radioterápico, necessário ao combate de um câncer no cérebro. Benquisto cidadão que dignificou o jornalismo, Gilvan descansou domingo. Seu corpo foi sepultado às 16h daquele dia, no Memorial Parque, no Benedito Bentes, sob presença dos centenas de integrantes da família jornalística formada em mais de duas décadas de labuta. Deixou dois amáveis herdeiros: Beatriz Alcântara de Melo Ferreira (10) e Guilherme Vicente Ferreira (7), frutos de dois relacionamentos. A missa alusiva ao 7º Dia do falecimento de Gilvan será celebrada sábado (15), às 10h, na Igreja de Santa Teresinha, no Farol, em Maceió. ?

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