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V�timas da cheia de 2010 seguem em �rea de risco

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Jundiá ? Contratada em dezembro de 2011 e iniciada em meados de 2012, a obra de construção do conjunto habitacional Maria de Lurdes Rufino, em Jundiá, a 115 km de Maceió, ainda não foi concluída. Embora as 150 residências estejam erguidas e em fase final de acabamento, a instalação dos sistemas elétrico, de abastecimento d?água e de esgotamento sanitário não foi finalizada. Enquanto isso, as famílias atingidas pela enchente de 2010 permanecem nas áreas de risco. A obra é tocada pelo governo do Estado, por meio do Programa da Reconstrução, orçada em R$ 6,1 milhões. As casas são destinadas às famílias que perderam suas moradias na enchente de 2010 e já deveriam ter sido entregues no ano passado. Na tarde de segunda-feira, apenas oito operários trabalhavam no conjunto. Eles aplicavam massa nas paredes das casas que receberão a pintura interna. Os pedreiros e pintores não quiseram conceder entrevista à Gazeta. Alegaram que o responsável pela obra estava em Maceió. Sem as moradias, as famílias continuam nas áreas de risco. É o caso de dona Sônia Maria Lins, 35 anos, que morava com o esposo na casa da mãe dela, na Vargem (Conjunto Jaime Machado), onde várias residências foram destruídas pela enchente de 2010. Há cerca de dois meses, ela foi morar no Conjunto João Rufino, à margem do Rio Manguaba. ?Na casa de minha mãe estava muito apertado. Lá tinham três famílias com a gente. Decidimos sair e morar aqui na beira do rio. Moramos de favor porque o barraquinho não é nosso, é dos outros?, contou Sônia, que já passou por dois cadastros feitos pela prefeitura e nunca recebeu a casa prometida.

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