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Professores fecham avenida

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Os estudantes da rede pública estadual ficarão sem aulas na segunda, terça e quarta-feira da próxima semana, quando os professores participam da greve nacional, atendendo à convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A entidade escolheu os dias 17, 18 e 19 para ?parar o Brasil? reivindicando, entre outros itens, cumprimento da lei do piso e destinação de 10% do PIB para a educação pública. Porém, insatisfeitos com a proposta apresentada pelo governo alagoano, de só reajustar o piso em 5,91%, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), os professores podem estender a greve até a sexta-feira, 21. ?Nesse dia faremos assembleia geral para avaliar o movimento e definir os rumos da mobilização em defesa das nossas reivindicações?, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal), Maria Consuelo. Ontem, a categoria fez um protesto, fechando o trecho da Avenida Fernandes Lima em frente ao Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa). A manifestação, disse a dirigente sindical, serviu para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com a política salarial imposta pelo governador Teotonio Vilela. A categoria reclama da falta de diálogo com o governador, situação que se agravou com o anúncio de que o funcionalismo ficará sem aumento real este ano. No caso dos trabalhadores da Educação, essa postura é ?estranha?, ressaltou Maria Consuelo, alegando que se trata de uma área da administração pública que dispõe de recursos próprios. ?Já temos estudos mostrando que haverá sobras dos recursos previstos para este ano?, disse ela, referindo-se às verbas do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

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