Cidades
AL lidera em superlota��o carcer�ria
Embora admita que o sistema prisional alagoano tem alto índice de excedentes, o juiz de Execuções Penais, José Braga Neto, contesta a informação de que Alagoas é o estado brasileiro líder em superlotação carcerária. ?O problema dos presídios de Alagoas não está na falta de vagas, mas em sua péssima estrutura?, reagiu o magistrado. A mesma avaliação faz o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen/AL), Alan Leite, para quem o sistema não registra números tão elevados, na comparação com outros estados. ?Temos cerca de 3 mil presos, enquanto Pernambuco tem 30 mil?, afirma o dirigente sindical. O que faz o sistema prisional alagoano ruim, acrescenta ele, é sua estrutura física, o reduzido número de agentes penitenciários e a desvalorização dessa categoria. A reação do juiz Braga Neto e de Alan Leite decorre de informação publicada ontem, pelo jornal Folha Online, de que a superlotação cresceu em 17 estados de todas as regiões do País e no Distrito Federal. O jornal paulista afirma que os dados, atuais e liberados pelo Ministério da Justiça, referem-se ao período entre o final de 2012 e junho do ano passado. O balanço indica que a média nacional é de 1,69 presos por vaga nos presídios, chegando a 2,9 em Alagoas. O segundo maior estado com superlotação prisional, afirma a Folha de São Paulo, seria Pernambuco, com 2,67 presos por vaga. Dados da Vara de Execuções Penais revelam que o sistema prisional alagoano tem hoje 3.158 detentos, distribuídos em oito unidades. Em quatro delas há excedentes: Casa de Custódia (87,1% acima da capacidade), Penitenciária Baldomero Cavalcante (9,4%), Cyridião Durval (76,4%) e o Presídio Feminino Santa Luzia (147,3%).