Cidades
Futuro do jornalismo � debatido
O futuro da atividade jornalística entrou na pauta da categoria, durante o 21° Congresso Estadual dos Jornalistas, realizado no final de semana, na capital. A proposta do evento foi discutir a situação do ?jornalista, a democracia e os desafios da profissão?. Segundo a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), Valdice Gomes, as discussões tiveram como ponto de partida os 50 anos da implantação da ditadura militar. ?Isto porque de lá até aqui, muita coisa aconteceu. Os jornalistas, assim como toda a sociedade também foram vítimas daqueles anos difíceis. Mas, queremos discutir isso à luz de todas as transformações pela qual passamos, inclusive, no modo de produção da informação?, observou Valdice. Ela lembrou que a categoria, em especial os jornalistas mais jovens, e estudantes, teriam a chance de conhecer parte dessa história por meio da palestra do jornalista Anivaldo Miranda. Com 40 anos de militância política e no jornalismo, ele destacou o quanto foi importante a luta pela democracia, sua implantação, mas que é preciso, agora, amadurecê-la e saber apontar novos caminhos para sua permanência. Segundo Anivaldo Miranda, a cada período ela se transforma e a sociedade, por meio da imprensa, tem que saber fazer a leitura correta de cada momento. ?A democracia vai mudando com o tempo. Claro que o imprescindível é liberdade e o acesso à informação. O detalhe é que, antigamente, nós tínhamos escassez de informação. Hoje é o oposto, temos excesso dela?, observou Anivaldo Miranda. Mesmo com essa mudança de paradigma do modo de produzir e consumir informação, ele destacou que o profissional não pode perder alguns elementos importantes. ?O principal deles é a curiosidade. Gostar de ler também é algo que não mudou também. Precisamos ler, para entendermos e darmos um sentido crítico para não nos perdemos?, destacou Anivaldo Miranda.